Depois da última folha… eu me despi, eu me rasguei, me deixei sangrar, e me escolhi!
Parei para observar como é a proeza do (Eu) em primeiro lugar… Quem nascia ali? Quem estava a se transmutar…
De valor pouco tinha e do que carregava pouco se mantinha. Como fagulhas de uma imensa fogueira eu me dissipei e do âmago nascido já nem sei.
Quando tudo silenciou não procurei pelo que sobrou… pois não havia nem as cinzas que o vento levou. Jaz atrás do lugar do fogo um bela e singela figura me fitava com olhos com de Âmbar.
Esguia… vazia de mim, renascida de si! Quando me sorriu… eu já não estava mais lá! Tomou conta, refez, reviu, desfez, jogou ao ar! Quando tudo se assentou…
A ela (eu) restou…
Caminhos distintos cheios de passarinhos, poemas poderosos empilhados a direita e a esquerda da mesa embalados ao som majestoso do dedilhar das teclas sob as palmas das mãos no compasso de seu próprio coração…
Que não é vai ser qualquer um, que vai se atrever a amar.
Juliana – Poemas Autorais
