Mãos cuidadosas 

experiência majestosa

revigoram a nostalgia

dos meandros da magia

Em saber cultivar o verbo amar.

Soberano da arte

nesta alquimia bem vinda

a misturar palmeiras e tamareiras.

a fazer sombra à alma que

agora jaz bem nutrida

de boca cheia e faceira.

A adoçar raízes de esperança

na dança do melhor zelo.

Ao vento dançam

novos brotos no torpor

deste sabor verdadeiro.

Onde somente olhos

famintos podem vê-los

Enraizar a chama entre

gomos frutíferos de desvelo.

A cultivar flores entre o frescor

e o ardor ácido das intempéries.

Nasce de nós um jardim inteiro

Entre lírios e rosas a nobre dama

descansa seu coração em silêncio.

Arrebatada em seu descompenso

Realizada em seu jardim suspenso.


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