Emaranhada ao caos da imponência…
permito que tudo cresça ao meu redor.
Minha raízes se aprofundam
no âmago das minhas próprias entranhas.
Criando em mim mais vida do que já existia!
Suporto o ruído avassalador da evolução humana
matando minha sede no sereno orvalho da manhã.
Aguardando ansiosa o Sol que pelas frestas emana.
Sinto falta da chuva
O calor me arrebenta e sufoca
Definha meu viço
a contorcer meu ser,
será que importa viver ?
Ouve- se um estrondo que acorda
a cada ser vivo a minha volta.
O vento que agora sopra
se faz entender
que não há mais tempo a perder.
Os passos na calçada
colocam tudo e todos em disparada.
O vendaval implacável lava minha alma
deixando escorrer a velha dama empoeirada.
Ora esquecida no Centro
desta cidade perdida.
ela observa com serenidade
que tem debaixo de si
mil motivos para viver de verdade!
