A nobreza de muitas mulheres mora em um tipo de amor que escolhe viver em gaiolas do tempo para esperar… Pelo tempo do (outro).
Sete anos se passaram e uma espécie de serenidade sombria toma conta da alma desta mulher, ela não está alheia ao que lhe acontece; Quando indagada sobre os detalhes sutis dessa situação; Ela reconhece cada etapa do processo de adaptação mental que precisou passar (sofrer) ao longo dos anos para dar conta de todo processo de viver à sombra do que deveria ser sua vida. E ainda assim ela decide ficar, como se vencer uma guerra no anonimato e no silêncio valesse o maior dos troféus.
É um sofrimento admitido com resignação… é a anulação de planos de vida e prol do (tal) futuro que não chega! Os motivos são os mais diversos; Um novo filho que chegou, a doença da outra rainha do tabuleiro, a morte de um parente, a falta de dinheiro. O tempo simplesmente PASSA!
Enquanto um se anula para esperar o outro continua vivendo.
São planos feitos para viver o (logo ali na frente) com alguém que muitas vezes não está planejando nem o dia seguinte.
Pessoas que dividem vidas, não usam agenda e desconhecem calendário. Apenas vivem! Enquanto a luta muda e injusta entre as ( DUAS) durar! A única “escolhida” será a zona de conforto do único que realmente “aproveitou” a vida!
Ninguém está de fato vivendo quando a sua vida depende da escolha alheia. A minha mesa muitas vezes fecha em silêncio! …………………. e sem ceia!

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