E quando tudo que passou congelou pelo lado de dentro o frio pelo lado de fora se torna aterrador. Nuvens incomodas sobre nossas cabeças. Pensamentos aleatórios que ainda vagam no vento gelado. Sutilezas de um primeiro inverno ao qual jamais esquecerei. A solitude faz nossa alma criança novamente, a cura se alastra mesmo que inconsciente. A mente continua a jogar xadrez sem tabuleiro nem peças… pregando peças aos nossos medos mais aterradores. E mesmo que a razão nos aponte o fim da linha ainda estaremos nos equilibrando no trilho do trem de salto alto.
A questão é que o breve texto acima fala sobre a alma de todos nós…todos já estivemos imersos em nossos invernos onde os pombos da nossa alma procuram a luz do próprio espírito para se aquecer! Aguardando ansiosos e em silêncio enquanto espreitamos pela fresta dos olhos pelas primeiras pétalas a serem tolhidas pelos ventos mornos da renascida primavera…
Inverno de 2024 – Juliana
